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23/09/2021 16:09

Cine Debate - Gênero, Corpo e o Dilema Ciborgue

GIS


Cine Debate

Dia 28 de setembro

Tema: Gênero, Corpo e Dilema Ciborgue

Filme-Animação: Ghost in The Shell

Sinopse:

Em cenário futurista ciberpunk, mulher vinculada a força militar questiona sua própria humanidade diante de tantas adaptações tecnológicas ao seu corpo. Inspirada na história em quadrinhos japonesa homônima, Ghost In The Shell, a narrativa explora conexões políticas, militares, crimes internacionais e cibernéticos. Desde a narrativa em mangá de Masamune Shirow à animação de Mamoru Oshii, o tema relativo às condições humanas produz o debate, entre cenas de ação, na relação entre corpo e mente e como a identidade está atrelada a isso. O uso do corpo ao interesse paramilitar centraliza o debate ao futurismo esperado sobre aquilo que nos faz humanos.

Ficha Técnica:

Dirigido e roteiro: Mamoru Oshii, Kazunori Itô e Masamune Shirow.

Com participação de: Atsuko Tanaka, Richard Epcar, Akio Ôtsuka, Tamio Ôki.

Ano: 1995.

Idioma: Japonês.

Gênero: Ficção Científica.

Duração: 83 minutos.

 

Link do Filme: Amazon Prime, Netflix, Mubi (7 dias grátis) ou https://animesonline.cc/anime/ghost-in-the-shell-sac_2045/

Curadoria ( Prfa. Dra. Maria Aparecida P. Sanches)

O que nós faz humanos? Com essa questão inicial, Ghost in The Shell, animação Japonesa de 1995 debate o delema, que desde o nascimento da Filosofia Ocidetal, a humanidade vem  se fazendo. Haveria uma alma em um corpo cibernetico? O anime tem como pano de fundo uma sociedade distópica, futurista, super tecnologica, autonatizada, informatizada, militarizada, controlada por conglomerados financeiros e industriais, onde os humanos que possuem os recursos para a troca “costumam” melhorar seus corpos com a colocação de implantes. Substituir parcialmente ou completamente o corpo de carne e osso por implantes ciberneticos tiraria nossa humanidade? Afinal nossos corpos modernos reconstruido pelas cirurgias plásticas e implates de silicone, modelados em nome da belaze não nos produz discussões sobre nossa humanidade mas toda vez que essa intervenção farmacologica altera os corpos para serem adequados as nossas identidades de gênero somos taxados de monstros e perdemos nossa humanidade. Então qual modificação será possivel? A mudança cibernetica  dos corpos tiraria essa humanidade e nos tranformariam em mosnstros tal qual os corpos transgeneros?  Como discute Leite Jr. (pg. 563: 2012)  “a dominação da ideologia cristã na Europa, a estranheza do ‘bizarro’ vai ser substituída em grande parte pelo medo do maligno. É esse temor historicamente criado pelo monstro que vai justificar a maneira socialmente reconhecida de lidar com ele: de um lado, o ódio e a violência, de outro, o descaso, a humilhação e o escárnio. Talvez não conheçamos uma maneira de enfrentar a ameaça que a não categorização (o abjeto) represente. Mas nossa cultura criou uma forma específica de tratar com as pessoas que se encaixam na categoria de monstros: ao encará-las como o equivalente ao Mal e ao caos, a única ação ou reação socialmente inteligível é a destruição ou o anulamento (literais ou simbólicos) dessas pessoas. O monstro não é apenas uma domesticação do abjeto, mas sua organização como uma categoria específica que legitima tanto a atração quanto a destruição ou punição do sujeito sobre o qual recai essa mesma atração”. Assim Ghost in The Shell nos faz refletir junto com sua personegem principal, Kusanagi, os muitos significados da nossa precaria humanidade.

TEXTO RECOMENDADO

Autor: Savio Queiroz Lima

Titulo: É VIRTUAL A ALMA DA CIBORGUE? CORPO, ESSENCIALISMO E GÊNERO ATRAVÉS DO DEBATE SOBRE A FICÇÃO CIENTÍFICA

EM GHOST IN THE SHELL

Link do artigo

 http://www.simposiohistoria2019 uneb.ufba.br/modulos/gerenciamentodeconteudo/docs/506_anais_simposio_historia.pdf 

 

Debatedor Convidado: Savio Queiroz Lima

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Salgado de Oliveira (Universo). Bacharel e Licenciado em História pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal). Trabalha a relação dinâmica entre História e Ficção e os vestígios sintomáticos sobre política, sociedade, gênero e sexualidade em produções cinematográficas, séries televisivas e especialmente debruça atenção às histórias em quadrinhos. Faz uso das histórias em quadrinhos enquanto objetos e fontes de investigação historiográfica, com bastante interesse em diálogos que prezem pelos direitos humanos de minorias, como a luta das mulheres e os direitos de igualdade racial. Autor do livro "Mulher-Maravilha para Presidente! - História, Feminismos e Mitologia nas Histórias em Quadrinhos" lançado em 2019.

 

Como participar?

Aviso: limite de vagas: 80 / inscrições encerram 24h antes do evento

 

1. Assista aos filmes clicando nos links acima. É necessário fazer um cadastro na plataforma Looke para acessar estes e outros filmes de forma gratuita.

2. Leia o texto indicado

3. Efetue sua inscrição gratuitamente: 

https://forms.gle/tHcLXTTq5dn9zMTE7

 

4. Clique em SIM no convite que será enviado para o e-mail informado na inscrição

5. Acesse a sala virtual do Google Meet pelo convite, usando o mesmo e-mail informado na inscrição

6. Abra sua câmera quando for falar, queremos conhecer você!

OBS.: Os certificados serão enviados por e-mail em até 30 dias após o evento, pela PROEX/ UEFS


 

Coordenação

Maria Aparecida Prazeres Sanches

 

 Monitoria

Gabriela Araújo

 

Projeto Sala de Cinema - UEFS

Blog: www.saladecinema.blog.br/ Gênero e Sexualidade

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